quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Gata grávida lançada de carro atrai resgate para ninhada

Uma gata resgatada após ser lançada de um carro em movimento surpreendeu um inspetor da sociedade protetora dos animais ao mostrar a ele o caminho ao local onde estavam os quatro filhotes aos quais havia dado à luz pouco antes do crime.

A gata, batizada de Jolie, foi vista no mês passado por um morador da cidade de March, no sul da Grã-Bretanha, que viu ela sendo jogada do carro e a alimentou e a monitorou à distância por duas semanas até conseguir confiná-la em um ambiente fechado para que pudesse ser tratada por um veterinário da Sociedade Real de Proteção aos Animais (RSPCA, na sigla em inglês).

O veterinário notou que a gata estava bastante magra e tinha arranhões no rosto em consequência de ter sido lançada do carro, além de ter pulgas e vermes. Ele percebeu ainda que ela tinha sinais de que havia parido recentemente.

O inspetor da RSPCA Jon Knight a levou então de volta ao local onde ela havia sido encontrada para que ela pudesse cuidar dos filhotes.

'Instinto maternal'


Knight conta que assim que o animal chegou ao local, começou a miar para ele. Jolie somente teria parado de miar quando ele começou a segui-la, até chegar a um celeiro a 300 metros dali, onde estavam os filhotes.

Segundo o inspetor, os filhotes teriam morrido de desidratação se a gata tivesse sido mantida para tratamento no veterinário e não voltasse ao local.

"Não havia a mínima possibilidade de que eu pudesse ter encontrado esses filhotes sem a ajuda da gata. Ela estava a uma longa distância do jardim no qual ela tinha sido encontrada e estava claramente fazendo de tudo para me conduzir até o local onde estavam seus filhotes", disse Knight.

"Em meus 15 anos como inspetor eu nunca tinha visto isso. Fiquei bastante surpreso", afirmou.

Segundo ele, a gata mostrou "um verdadeiro instinto maternal e determinação".

Os filhotes, que ainda tinham os olhos fechados, foram levados com a mãe para um centro de proteção de animais, onde ficarão até crescerem o suficiente para serem adotados.

Fonte: BBC do Brasil - 06/10/11

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

terça-feira, 13 de setembro de 2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Cientistas usam gatos fluorescentes em busca de cura para Aids

Genoma dos animais foi modificado com proteína de macacos e águas vivas, para marcar proteção contra versão felina do HIVCientistas criaram gatos fluorescentes modificados geneticamente em uma pesquisa que pode trazer informações importantes para o combate da Aids.

A equipe da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, modificou o genoma dos gatos com uma proteína extraída de determinadas espécies de macacos, que impede que estes desenvolvam Aids.

Ao mesmo tempo, eles adicionaram ao genoma dos gatos uma proteína verde fluorescente, criada a partir de águas-vivas, que serve para monitorar a atividade da primeira proteína.

Quando os gatos são expostos à luz ultra-violeta, eles brilham, o que comprova que a proteína que protege os animais do vírus de imunodeficiência felina (FIV, na sigla em inglês, a versão felina do HIV) está sendo produzida. "Uma das melhores coisas desta pesquisa biomédica é que ela visa beneficiar tanto humanos como felinos", diz o líder do estudo, Erci Poeschla. Segundo ele, o experimento pode trazer avanços na busca por vacinas e tratamentos contra o HIV, o vírus que já matou mais de 30 milhões de pessoas ao redor do mundo.

A versão felina do vírus também mata milhões de gatos todos os anos.
Óvulos
A modificação genética acontece com a inserção dos genes nos óvulos ainda não fecundados que vão gerar os gatos. O gene usado para bloquear a infecção por FIV funciona atacando e desarmando a proteção externa do vírus quando ele tenta invadir uma célula.

Os pesquisadores sabem que o mecanismo de defesa funciona bem em laboratório, mas querem determinar como será o funcionamento desta proteção na vida real. Os animais que foram modificados estão bem e já tiveram filhotes, cujas células produzem a proteína protetora, provando que alguns genes inseridos com esta técnica permanecem ativos em gerações sucessivas.


Fonte: BBC Brasil, 12/09/11

sexta-feira, 9 de setembro de 2011